9. TEORIA DA ABUNDÂNCIA E A ECONOMIA PARA OS QUATRO SETORES DA ECONOMIA (2026). MATTANÓ.
OSNY MATTANÓ JÚNIOR
TEORIA DA ABUNDÂNCIA
E A
ECONOMIA PARA OS QUATRO SETORES DA ECONOMIA
29/09/2026
1 UNIDADE 1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA ECONOMIA
O objetivo desta unidade é trazer a você aluno(a) as principais noções da Ciência Econômica. Vamos conhecer as principais Escolas do Pensamento Econômico, que é a base das Teorias Econômicas. Na seqüência, vamos estudar as necessidades, os bens econômicos e os serviços, a fim de que você possa estabelecer relações com a economia e seu cotidiano. E para finalizar, vamos estudar sobre o conceito de fatores de produção, com o objetivo de fazer você compreender a situação do trabalhador, da acumulação de capital, da distribuição da riqueza, da industrialização, do setor agroindustrial, do comércio, das famílias, das empresas e do governo.
E segundo Mattanó estudaremos os significados, sentidos, conceitos, comportamentos, contextos, funcionalidades, simbologias, linguagens, gestalts e insights, relações sociais, topografias, vida onírica e desejos, efeito despertador, conteúdo manifesto e conteúdo latente dos sonhos, os atos psíquicos, a argumentação e a linguagem, o estilo de vida, os arquétipos e a economia, os chistes, as fantasias, as piadas e o humor e a economia, a vida anímica, os lapsos de linguagem, os esquecimentos, os atos falhos, a imunidade e a homeostase e a economia, as conclusões e as interpretações e finalmente, a Teoria da Abundância na Economia. Estudaremos os Novos Modelos Econômicos e os Novos Tipos de Dinheiro, inclusive os Quatro Setores da Economia e a Flexibilidade Fiscal. (Mattanó; 29/09/2026).
1.1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO
A história da Economia é de grande importância para a humanidade, tanto a pré-clássica quanto a mais atual. É somente entendendo a dinâmica da história econômica das civilizações que você poderá compreender toda a complexidade que domina a ciência econômica e a sociedade.
A Economia surgiu como ciência a partir de 1.776, com a publicação da obra de Adam Smith, A Riqueza das Nações. Antes disso, a Economia não passava de um pequeno ramo da Filosofia Social e do Direito. Com o Mercantilismo e a Fisiocracia, as idéias econômicas começam a ter um pequeno desenvolvimento.
Mattanó aponta que a Economia surgiu como obra do homem quando o homem escreveu pela primeira vez sobre o tema em 1.776, criando uma nova ciência, pois a partir daqui passou a ter controle e domínio sobre o assunto, de tal forma que pode predizer e controlar o comportamento e as variáveis envolvidas nas atividades econômicas de sua época e contexto, deste modo surgiram ideias econômicas que levaram a um pequeno desenvolvimento, por exemplo, do Mercantilismo e da Fisiocracia. Vemos que o homem se recria quando investe em si mesmo com seus recursos e instrumentos como a literatura científica e econômica, que foi capaz de inaugurar um novo ramo do conhecimento, além de reorganizar as relações de valor que tinham um significado e um sentido em sua época e em seu contexto. (Mattanó; 29/09/2026).
1.1.1 Antiguidade e suas contribuições ao pensamento econômico
Mesmo nas sociedades primitivas, os homens precisavam organizar-se em sociedade, para defender-se dos inimigos, abrigar-se e produzir comida para sobreviver. A divisão do trabalho, daí decorrente, permitiu o desenvolvimento da espécie humana em comunidades cada vez maiores e mais bem estruturadas. Na maior parte dos casos, a produção era basicamente para sobrevivência.
Alguns homens mais habilidosos passaram a produzir um pouco mais, o que permitiu o início das trocas. Aos poucos, o trabalho de alguns homens passou a ser suficiente para atender às necessidades de um conjunto cada vez maior de pessoas.
Na Grécia Antiga, como em Roma, a maior parte da população era composta por escravos, que realizavam todo o trabalho em troca do estritamente necessário para sobreviver. Os senhores de escravos apropriavam-se de todo o produto excedente. A economia era quase exclusivamente agrícola; o meio urbano não passava de uma fortificação com algumas casas, onde residiam os nobres, ou chefes militares.
Gastaldi (1999) assinala que, na história da civilização de Roma, se encontram muitos dos elementos que caracterizam o moderno capitalismo. Os romanos foram os principais estadistas, juristas e construtores de impérios. Um dos traços da civilização romana foi a expansão agrícola, que favoreceu a sua economia e, notadamente, a sua agricultura, e que foi um dos determinantes da expansão do poderio político do Império. De uma outra forma, o declínio de sua agricultura foi a principal causa de sua perda. Agressiva foi a política de expansão comercial de Roma, que proporcionou grandes lucros, ao mesmo tempo em que despertou a rivalidade com o poder comercial de outros povos. Isto posto, os acordos comerciais foram substituídos pelos conflitos armados.
Com o Império Romano:
Consolidava-se a expansão comercial;
Consolidava as funções do dinheiro;
Criavam-se os impostos mais elevados;
Aumentavam as despesas do governo.
Foi também no Império romano que nasceu a agiotagem, e a riqueza passou a se concentrar nas mãos de uma minoria. As economias países subdesenvolvidos, tal como o Brasil, apresentam semelhanças com o Império Romano. De lado, há pessoas abastadas e profundamente ricas, outro, há pessoas pobres.
GLOSSÁRIO
AGIOTA – é a pessoa que faz prática da usura, ou seja, empresta dinheiro a outra no mercado informal, sem a devida autorização legal para isto.
Fonte Aurélio 2010.
dos
uma de
As situações de decadência do império conduziu o povo a uma elevada crise de escassez, quando aumentaram, e muito, as necessidades urbanas em alimentos. Podemos apontar as causas econômicas de declínio do império Romano:
Grande concentração das riquezas por grupos minoritários;
Grandes propriedades rurais improdutivas;
Servidão dos pequenos e médios agricultores;
Separação sempre maior entre ricos e pobres; e
Crescente escassez de alimentos.
Deste modo, podemos concluir que, as causas econômicas conjugadas com as políticas, determinaram a queda do Império Romano.
Mattanó aponta que a Economia teve diferentes períodos na História da Humanidade, por exemplo, na Grécia Antiga e na Roma ela era basicamente escrava e agrícola, servia as necessidades de subsistência, o meio urbano era militar e fortificado, era onde residiam os nobres. A função da economia era basicamente desenvolver as cidades e a organização social que foi se aperfeiçoando, de tal modo que aumentou sua estrutura, agregando força, poder e controle através dos militares e dos nobres que detinham o poder e o controle sobre os escravos e a produção agrícola, que determinava o poder e as forças do Império Romano. Deste jeito a desorganização da produção agrícola determinou a queda do Império Romano, visto que levou a escassez de alimentos e a desorganização da Economia. Uma desorganização econômica pode levar a outra desorganização política e de poder, pois pode desestabilizar o comércio e o abastecimento, afetando a alimentação, inclusive a produção e a agricultura, o incentivo a agricultura, ou seja, ao primeiro setor, ao segundo setor, o industrial, o terceiro setor que é o comercial, e o quarto setor, que segundo Mattanó é o virtual. O quarto setor abrange a paranormalidade, a telepatia, o mundo e a realidade virtuais, a comunicação virtual, os downloads que passam a ser taxados e cobrados na fonte quando obra do capital e do processo de trabalho humano, do comércio, como mercadorias que têm utilidade, para consumo individual ou coletivo, até mesmo massivo. O quarto setor poderia desonerar o terceiro setor, fazendo com que este deixe de pagar e arrecadar impostos para a circulação de mercadorias e de serviços, gerando uma Flexibilidade Fiscal. Está Flexibilidade Fiscal, por sua vez aumentaria a circulação de bens e o consumo de mercadorias e de serviços numa sociedade, fenômeno que aumentaria a geração de riquezas e o seu acúmulo, que através de uma boa educação pode ser modelada para ser bem distribuída e bem armazenada ou poupada, gerando crescimento social e educacional, e com o tempo diminuindo a carga de investimentos do Estado em Programas do Governo, pois o cidadão e as famílias tornar-se-ão autônomas financeiramente, profissionalmente, trabalhisticamente e moralmente, adquirindo poder e controle sobre suas próprias vidas e famílias, investindo cada vez mais nelas e em si mesmos. (Mattanó; 29/09/2026).
1.1.2 A Economia na Idade Média
A Idade média ou Idade Medieval, surgiu com o declínio da Império Romano por volta de 476 D.C. Esse período, um dos mais longos da história, durou dos anos 500 a 1500. Com a Idade Média, abriu-se uma nova era para a humanidade o chamado feudalismo.
Na base do sistema feudalista, estava o servo, que trabalhava nas terras de um senhor, o qual devia lealdade a um senhor mais poderoso, este a outro, até chegar ao Rei. Os senhores davam a terra a seus vassalos, para serem cultivados, em troca de pagamento em dinheiro, alimentos, trabalho e lealdade militar. Em troca dessa lealdade, o senhor concedia proteção militar a seu vassalo.
O servo não era livre, pois estava ligado à terra e a seu senhor, mas não constituía sua propriedade, como o escravo. As trocas desenvolveram-se no nível regional, entre as cidades e suas áreas agrícolas. A cidade, com seus muros, constituía-se no local de proteção dos servos, em caso de ataque inimigo. Aos poucos, porém, passou a ser o local onde se realizavam as trocas. Desenvolveram-se as corporações de ofício e a divisão do trabalho. Com as Cruzadas, a partir de 1.096, expandiu-se o comércio mediterrâneo, impulsionando cidades como Gênova, Pisa, Florença, Veneza, etc.
A Teologia Católica exerceu um poder muito grande sobre o pensamento econômico da Idade Média. A propriedade privada era permitida, desde que usada com moderação. Havia uma idéia de moderação na conduta humana, o que levava às concepções de justiça nas trocas e, portanto, de justo preço e justo salário.
O empréstimo a juros era condenado pela Igreja, pois contraria a idéia de justiça nas trocas: o dinheiro reembolsado seria maior do que o emprestado.
Diferente do pensamento capitalista, o pensamento cristão condenava a acumulação de capital (riqueza) e a exploração do homem pelo homem. A opção da Igreja, então, foi pelo retorno
a atividade rural, ao contrário de Roma. Na verdade, a igreja, através de suas conventos e mosteiros, tornou-se grande proprietária de grandes terras.
A terra transformou-se na riqueza por excelência. Nascia, assim, o regime feudal, caracterizado, como por propriedades nas quais os senhores e os trabalhadores viviam indiretamente do produto da terra ou do solo. Eram médias ou grandes propriedades rurais, auto-suficientes econômica e politicamente, obedientes a autoridade do senhor ou proprietário, e nas quais os servos exerciam suas atividades agrícolas ou artesanais.
O rei, embora dirigisse o Estado, não possuía influência ou poder de decisão nos feudos, onde a autoridade máxima era a do senhor da gleba (os exploradores) e onde labutavam os servos ( os exploradores).
Mattanó aponta que na Idade Média, um período longo, que durou entre 500 e 1.500 DC, a Economia era construída com base em relações feudalistas, onde a Igreja controlava as terras, em sua maioria, pois as trocas em vistas como justas, porém quando o empréstimo a juros ocorria, isto era condenado pela Igreja, pois contraria a idéia de justiça nas trocas. No empréstimo o dinheiro reembolsado seria maior do que o emprestado. Assim a idéia de justiça através das trocas torna-se aversiva e condenável pela Igreja, que entende a Economia e suas transformações como algo condenável ou pecaminoso e que afasta o homem de Deus, do plano de Deus, pois a Igreja é controladora e centralizadora e detém o poder sobre o homem, ou seja, a Economia não tinha poder relevante algum nessa época em comparação com o poder da Igreja.
Na concepção do sistema feudalista estava o servo que não era como o escravo, mas que trabalhava nas terras do senhor feudal em troca de lealdade e de proteção militar. Vemos que o servo não era mais escravo no sistema feudalista e que ele buscava como recompensa a lealdade e a proteção militar por trabalhar nas terras do seu senhor, podemos especular que a economia que o servo buscava era a economia psíquica e comportamental, selecionando a lealdade e a proteção militar, ou seja, poder ou um estilo de vida, uma forma de superar sua inferioridade, que não era financeira, mas apenas de condição de servo, de significado e de sentido de vida e de existência.
A cidade, com seus muros, constituía-se no local de proteção dos servos, em caso de ataque inimigo. Aos poucos, porém, passou a ser o local onde se realizavam as trocas. Desenvolveram-se as corporações de ofício e a divisão do trabalho. Com as Cruzadas, a partir de 1.096, expandiu-se o comércio mediterrâneo, impulsionando cidades como Gênova, Pisa, Florença, Veneza, etc. Vemos que a cidade foi o que levou ao desenvolvimento das corporações de ofício e a divisão do trabalho, pois cada cidade tinha muros e estes significavam proteção de seus servos contra o ataque de seus inimigos, então a partir de 1.096, expandiu-se o comércio mediterrâneo de várias cidades, significando desenvolvimento econômico através das trocas, gerando significado, sentido, conceito, contexto, comportamento, funcionalidade, linguagem, argumentação e linguagem, arquétipos, estilo de vida, relações sociais, gestalt e insights, atos psíquicos, ciclos circadianos, homeostase e processos evolutivos, seletivos, competitivos e involutivos que determinaram o comportamento e as relações inconscientes, subconscientes e conscientes de toda uma época, através da cultura, do conhecimento e da realidade.
A propriedade privada era permitida, desde que usada com moderação. Havia uma idéia de moderação na conduta humana, o que levava às concepções de justiça nas trocas e, portanto, de justo preço e justo salário. Vemos florescer aqui a noção de justiça através das trocas, portanto, através de um preço justo, de uma compra justa, de um produto bom e de qualidade, e de salário justo, de confiança na transação econômica e de comércio, de habilidade, interesse e motivação comportamental para saber trocar o produto de forma justa, sem prejuízo.
Diferente do pensamento capitalista, o pensamento cristão condenava a acumulação de capital (riqueza) e a exploração do homem pelo homem. A opção da Igreja, então, foi pelo retorno a atividade rural, ao contrário de Roma. Na verdade, a igreja, através de seus conventos e mosteiros, tornou-se grande proprietária de grandes terras. Vemos que a Igreja continuou condenando a acumulação de capital ou de riqueza e a exploração do homem pelo homem, assim a saída foi regressar a atividade rural, através de seus conventos e mosteiros, tornando-se grande proprietária de áreas rurais, mostrando que a Economia para a Igreja quando se trata de acúmulo de riquezas e de bens, trata-se de pecado e de algo indesejável, contrário ao plano de Deus, mas ela nunca questionou sua própria existência, se era fruto do pecado e da exploração do homem pelo homem, da exploração do capital e do trabalho humano, se era fruto da omissão humana perante sua Economia?! Se era fruto de operações virtuais como a fé, o Amor e a Misericórdia, fenômenos gratuitos do quarto setor da Economia?
A terra transformou-se na riqueza por excelência. Nascia, assim, o regime feudal, caracterizado, como por propriedades nas quais os senhores e os trabalhadores viviam indiretamente do produto da terra ou do solo. Eram médias ou grandes propriedades rurais, auto-suficientes econômica e politicamente, obedientes a autoridade do senhor ou proprietário, e nas quais os servos exerciam suas atividades agrícolas ou artesanais. Vemos que o sistema feudal nasceu das propriedades nas quais os senhores e os servos ou vassalos viviam do produto da terra ou da agricultura, um sistema econômico e político auto-suficiente de nenhuma flexibilidade fiscal e nem tampouco modos ou sistemas de geração e acúmulo de riquezas, tratava-se de uma sociedade agrícola mediada por trocas justas, onde buscava-se poder. (Mattanó; 30/09/2026).







